segunda-feira, 22 de março de 2010

Coluna Jornal Evolução 27.03.2010

Depoimento:

A seguir transcrevo um depoimento que fizeram para o João numa página da internet. Deve ser uma namoradinha dele. Leiam com atenção. Confesso que eu demorei um pouco para entender o que ela estava querendo dizer.

"u q fla du juao.....um dos meu melhores amigos...e mt complicado viu mais vo tenta
esse viadinhu da ai e mttt genti boa....sempri me ajudanu nas horas q eu mais precisa....eli tb e um poquinhu istrressado neh juao mais nada q eu num possa aguentar....
eli adora me bate mais nunk consegue neh quejinhu.....hauhauhauuah
ow vei num vai imbora naum....vo fik cum saudades do c vei...mais vamo tenta mante ccontato neh juao....
e num vamos isqecer das festinha...e sempri quandu c vier pra ca me fla q ai agente combina d faz alguam coi sa vei
ow to aki pra fla q vc pod conta sempri vei....sempri mesmu...ate la im passos quandu vc precisa vo faz u maximo pra te ajuda vei....
ow q issu....vo senti mttttttt a sua falta mais faze u q neh....e a vida neh juao
ow te considero pra caralhu....vc sempri smepri mesmu vai ta nu meu coracaum como o grande juao....ou ate como quejinhu neh vei
hauhauhuahuha
flwss vei
abracos e q tudu de certo pra vc la im passsos juao....so qeru u melhor pra vc”


Miguxês

Bem, é mais ou menos assim que os adolescentes comunicam-se na internet. Há quem defenda que é uma nova linguagem, e que eles sabem diferenciar esse tipo de linguagem do português correto. Mas quando leio por exemplo: “Ontem fui paçear com minha mãe, foi bom dimais”, não há miguxês ou internetês que me convença que quem escreveu essa pérola sabia qual era a forma correta de escrever a palavra “passear”. Só para descontrair um pouco vou dar mais alguns exemplos que achei na internet:
"Oi, gato MIM A SEITA aí!" (tradução: Oi gato, me aceita aí)
“Tô cum saldadis di vc” (Estou com saudades de você)
“Bah, fikei endiguinada cum Eli, tá desenformado” (Fiquei indignada com ele, está desinformado”. Grifo meu: Desenformado eu ri muito, qual o tipo de fôrma em que o cidadão estava?

Atrapalhando

Outra pérola que vi esses dias foi a seguinte:
“Aulas d portugues atrapalham meu internetes!
Eu tava percebendo uma coisa! Nas aula de portugues agente tem q escrever tudo certinhu, bunitinhu! e ai eu chego em casa e vo fala com o pessoal no msn e acabo escrevendo em "portugues" O__O"
Algm mais tem problemas de tc depois de sair de uma aula de portugues??? “
Essa nem vou comentar

Erros aceitáveis.

É claro que todos aceitamos alguns erros, ainda mais com as freqüentes mudanças nas normas ortográficas. Eu mesmo, se algum revisor fizer um pente fino nessa coluna, achará inúmeros erros. Então há erros e erros. Dificilmente achamos hoje quem escreva perfeitamente, a língua portuguesa é riquíssima e também complexa, o que remete quase a inevitabilidade de um texto feito às pressas sem uma revisão mais apurada, incólume de erros.

Ponhá

Mas agora o que é inaceitável, é ouvir essa juventude cursando o segundo grau falando normalmente “ponhá”. Até admito, embora me cause espécie, ouvir uma pessoa mais idosa e simples, oriunda do interior, e que não teve oportunidade e acesso à educação soltar um “ponha” de vez em quando. Mas alunos do segundo grau? Para mim isso é inadmissível. Duvido que eles não soltem de vez em quando um “ponhá” na sala de aula. Momento em que o professor deveria imediatamente chamar a atenção. Mas o problema é bem mais sério quando ouço uma professora aqui em São Bento do Sul dirigindo-se a mim falando : “Vou ponhar as sacolas no porta-malas e já volto”.

Professores(as)


Todos reclamam da baixa qualidade de ensino nas escolas atualmente. Vejo que isso é um fato, espelhado no jeito do pessoal egresso dessas escolas escrever e falar. A profissão de professor infelizmente hoje está desvalorizada. Baixos salários por anos afastaram os mais competentes. Aluno q eu hoje tem uma escola ruim, será um professor ruim no futuro. O Senador Bernardo Cabral aprovou uma lei que institui um piso mínimo salarial para os professores de todo Brasil. Pergunto aos nobres professores de São Bento do Sul. Vocês estão recebendo esse piso mínimo do esado ou do município? A luta começa por vocês, e a questão salaria é um bom começo para elevarmos o nível do ensino para as futuras gerações.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Coluna Jornal Evolução 19.03

Perda do Patrimônio



Apesar de não serem tombadas, diversas casas antigas que davam um certo charme para São Bento do Sul, estão sendo demolidas nesse ano de 2010. Primeiro o casarão na frente do Posto Pérola, depois a casa do Ernesto Diener, e essa semana uma ao lado da Caixa Econômica. A

cidade vai aos poucos perdendo seu charme e ganhando horríveis construções tipo Caixa de Fósforo, sem nenhuma identificação com as linhas arquitetônicas originais da cidade como um todo. Cada vez mais pareceremos com aquelas cidades sem sal e sem tempero do interior de São Paulo.



Calçadas.



De forma geral a coisa tá feia na maioria das ruas da cidade. Trechos sem calçada é o que mais vemos. E quando tem, uma é diferente da outra, sem nenhyum padrão. Cada proprietário faz do jeito que quer. As que são de responsabilidade do Poder Público, são um remendo só. Esteticamente sofríveis. Estamos caminhando para o definitivo "enfeiamento" da cidade. Alguém da prefeitura responsável por essa área deveria fazer uma visita no bairro Vila Hauer de Curitiba e ver nas principais vias o que fizeram por lá. Padronização geral, desníveis para cadeirantes. Uma beleza. Coisa de primeiro mundo. Enuqanto aqui, caminhamos para o terceiro mundo.

Irritante.



Mas o que mais irrita são os buracos abertos e não fechados nas ruas da cidade. Algumas parecem queijo suíço. Bom para as autopeças que vendem suspensão e amortecedores. Nas vias que ainda são de chão, aquela antiga piadinha já sem graça, que diz que até nos barrancos tem buraco esperando na fila pra entrar na estrada, parece uma coisa real. Estou desanimado com todas essas coisas.



Novo acesso.



Está previso um novo acesso de Oxford para o centro, que faria com quem venha de Oxford em direção à Vila Centenário, não precisasse passar pelo centro. Não vi o projeto e nem se já existe. Mas adoraria ver algo de primeiro mundo sendo feito ali. Mas pelo andar da carruagem, estou apostando que será algo meio9 "Xinfrim" mesmo, a exemplo da Av. do Imigrantes.



Transporte Coletivo



Enquanto isso a passagem do transporte coletivo sobe para R$ 2,50. Muita gente revoltada e reclamando. Não uso esse transporte, não posso falar sobre a qualidade dos ônibus, se são bons ou ruins. Mas me ative nesse domingo enquanto dava umas voltas pela cidade, a observar os pontos de ônibus que são colocado à disposição da população. Se acima falei de terceiro mundo, os pontos de ônibus de nossa cidade são de quarto mundo. Tanta precariedade só vi em algumas cidades de Rondônia e Mato Grosso, quando viajava por lá. Comparando-se com Jaraguá do Sul, aqui é o purgatório para os usuários. Comparando-se com Curitiba, estamos já dentro do próprio inferno.



Corupá

Sem dúvida Corupá é uma cidade que ainda conserva todo o seu charme em todos sentidos, a despeito de já lá, existirem algumas construções quadradas e sem charme. Mas o fato é que quando estamos em Corupá, nos sentimos em casa, com a lembrança do que São Bento foi um dia. Cidade simpática e bem cuidada, apesar de seu pequeno tamanho. É o preço do progresso a qualquer custo, a destruição das referências históricas, e o desleixo nos equipamentos públicos já existentes. Lamentável e desanimador.



Coisas Boas.

Pra não falar somente de coisas ruins, a praça Leopoldo Rudnick é um exemplo que devia ser seguido nos vários bairros da cidade. Vejo sempre por lá, o povo utilizando aqueles equipamentos. Apesar de ser o bairro mais populoso de São Bento, Serra Alta não conta com nenhum equipamento de lazer para a população. As coisas arrastam-se como lesmas. Nunca vi uma obra tão demorada como a prometida praça em Serra Alta.

Twitter



Muita gente já utilizando o Twitter na cidade, é uma ferramenta muito interessante. Mas não serve para quem não tem nada a dizer. É uma ferramenta mais adulta. No último assalto numa fábrica de móveis na estrada Dona Francisca, ficamos sabendo da movimentação quase que no momento em que tudo estava acontecendo. É a internet aproximando as pessoas e as notícias em tempo real. A comunidade de São Bento do Sul, também está “bombando”. Opiniões diferentes no mesmo espaço. Mas pela temperatura dos últimos tópicos, dá pra sentir que as coisas não estão nada boas para os lados da prefeitura. Na minha opinião, a comunicação (ou a falta dela) da Prefeitura com a população é a que vem fazendo mais estragos na atual gestão.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Cenas do Passado

Falecimento

Essa semana tivemos a lamentável notícia do falecimento do Sr. Bento Garcia. Quando pequeno, eu morava na Rua Ambrosius Pfeiffer no centro, e o Sr. Bento na rua de trás. Muito religioso e rigoroso, nós crianças tínhamos certo medo dele. Certa vez um parente próximo dele, estava brincando conosco no quintal de minha casa, todos tínhamos por volta de 7 a 9 anos mais ou menos. Era época natalina. Achamos em um lixo próximo uma lata daquelas de spray de tinta que eram usadas nas decorações natalinas. Como criança tem às vezes algumas idéias de “Jerico”, resolvemos pegar um machado e acertar a lata. O incumbido de dar a machadada fui eu. Os demais, meus irmãos e esse parente próximo do Sr. Bento, tomaram certa distância para observar o golpe na lata. Infelizmente essa distância foi insuficiente para evitar o que ocorreria após desfraldado o golpe na latinha de spray preta. Assim que “machadeei” a lata, um jato de resto de tinta que havia na lata foi exatamente na direção do rosto desse nosso amigo parente do seu Bento Garcia. Quando vi o colega, não acreditei no que havia acontecido. Parecia o Saci Pererê. De branco só víamos o branco dos olhos e os dentes à mostra com o início do choro. Era perto do meio dia. O seu Bento ia chegar a qualquer momento. Como explicaríamos isso para ele? Por sorte minha mãe ouvindo os choros vindos do quintal, deu um auxílio na resolução daquele grande problema. Mandou imediatamente a empregada buscar um litro de gasolina no posto que havia onde hoje é o Breithaupt, e resolveu o problema antes do Sr. Bento chegar.

Contabilidade

O Sr. Bento Garcia era sócio do meu pai e do Sr. Alvaro Weiss na fundação do escritório BENALE, que até hoje funciona em São Bento do Sul, com certeza o mais antigo escritório ainda em funcionamento. Para quem não sabe, foi fundado no início dos anos 60, e com as iniciais dos três sócios criou-se o nome BENALE (BENto-ALvaro-LEonides). No final dos anos 60, os três foram trabalhar nas Indústrias Artefama, onde o Sr. Bento exerceu o cargo de Diretor por alguns anos. Rendo aqui minha homenagem póstuma ao Sr. Bento e transmito daqui minhas condolências aos familiares enlutados.

Micos.

Lembrando acima de episódios do passado e dos contratempos que já tive na vida, lembrei-me agora de um fato ocorrido lá pelos anos de 1982. Tinha eu então 18 anos, e havia passado no concurso do Banco do Brasil e fui lotado para assumir em Foz do Iguaçu. Depois de algumas semanas lá, voltei para visitar a família. Peguei o ônibus da SulAmericana e vim destino a São Bento. Cansado da estafante semana, adormeci no ônibus, vindo a acordar somente na parada de Laranjeiras do Sul, onde todos tinham meia-hora para fazer lanche, ir ao banheiro e esticar as pernas. Ao meu lado vinha um médico simpático e jovem que também foi trabalhar em Foz do Iguaçu. Já no início da viagem, com o calor que fazia, tirei os meus sapatos e os deixei no cantinho do banco na parte de baixo. Chegando em Laranjeiras, muito naturalmente calcei o par de sapatos e desci do ônibus. O médico continuou dormindo no seu banco.

Bicolor

Pedi uma coxinha, um café com leite, e tranquilamente estava comendo o quitute, mas já havia reparado que me olhavam de modo estranho. Em seguida vi um casal rindo e olhando em minha direção. Incomodado, percebi que a coisa era comigo. A primeira coisa que veio pela cabeça que o zipper estava aberto ou coisa assim. Olhei e tudo em ordem. Mas quando olho mais pra baixo, vejo que calçava um pé de sapato preto e o outro branco (do médico). Imediatamente abandonei a coxinha e a coca e voltei correndo para o ônibus. Chegando lá, o médico agachado entre os bancos procurando o outro pé de sapato branco dele. Pedi mil e quinhentas desculpas, e devolvi o pé de sapato para ele, quando finalmente ambos pudemos fazer o lanche.

Brincadeiras da infância.

Ainda lembrando do passado, lembrei-me agora de uma brincadeira que fazíamos muito na vizinhança. A Dona Loly Mayer, esposa do saudoso e finado Blasius Mayer, que também era meu vizinho, tinha uma loja de brinquedos na Avenida Argolo. Ela recebia a mercadortia e sobravam aquelas enormes caixas de papelão. Aguardávamos ansiosos quando um caminhão vinha descarregar os brinquedos. Não pelos brinquedos, mas pela utilização que dávamos às caixas de papelão. Juntavam-se uns 6 a 7 vizinhos e de caixa de papelão em punho, subíamos um pequeno morro que existia por ali. Entrávamos todos na caixa, a fechávamos, e deixávamos ela rolar morro abaixo. Fazíamos o percurso morro abaixo tantas vezes quantas a caixa agüentava. A sensação era única. Um verdadeiro capotamento sem controle no escuro. Hoje não deixaria meu filho fazer esse tipo de brincadeira. A não ser escondido, como fazíamos.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Saúde é para poucos

Mais um caso mal contado no atendimento a uma enfermeira que veio a óbito, com uma simples torção do joelho. Nessas horas vêm a tona diversas versões, muitas fantasiosas. A vizinhança então se alvoroça. O fato é que está muito mal explicada a circunstâncias que levaram à morte da enfermeira. Mal atendimento do hospital?, negligência médica?, uma simples fatalidade?. O fato é que qualquer que seja a verdade, o povo anda descontente com o sistema de saúde da cidade. Eu particularmente vi esses dias uma equipe indo na casa de um senhor de idade medir a pressão, e acompanhar o estado de saúde do cidadão. Isso há anos atrás era impensável. É a tal de medicina preventiva que realmente funciona muito bem. Parece que o problema está concentrado na qualidade do atendimento às emergências.

Bastidores

Há muito burburinho à boca pequena quanto à qualidade desses atendimentos. É claro que o povo exagera bastante, ao falar sem exato conhecimento de causa. Mas o fato é que os comentários depreciativos existem, isso é fato, se são eles consistentes ou não, não posso afirmar. Mas já presenciei cenas que no mínimo me deixaram incomodado. Todo médico na sua formatura faz o juramento hipocrático, onde promete zelar pelos doentes da melhor forma possível, com ou sem remuneração, e outras coisitas mais. O último médico que vi que realmente cumpria, portava-se e dedicava-se à profissão de médico, de uma forma verdadeiramente vocacional foi o falecido Dr. Figueiredo aqui de São Bento.

Médicos do futuro

Lamentavelmente, vimos essa semana na TV, notícias de trotes praticados contra calouros de medicina em algumas universidades do país. Selvageria, desrespeito, sacanagem, babaquice pra dizer o mínimo. Pois esses serão os médicos do futuro. Quem sabe alguns dos atuais, não cometeram esses mesmos atos no passado? Eu queria saber verdadeiramente o que está acontecendo com essa classe profissional. Não vemos mais médicos ao estilo do Dr. Figueiredo. Poucos participam da comunidade ativamente, prestando serviços comunitários, seja através da política ou clubes de serviço. A maioria isola-se da comunidade. Cumpre seu horário rigorosamente conforme o contrato. Se o contrato reza que ele é obrigado a dar 12 consultas por dia, uma décima-terceira consulta, mesmo que o 13º paciente esteja com algum quadro de saúde preocupante é carta fora do baralho.

Universidade

Não posso cogitar outra hipótese a não ser a de que as Universidades que formam os profissionais médicos devem ter mudado muito o foco do ensinamento. A demanda hoje deve estar muito mais focada em tecnicidades, com a evolução da medicina, o que não é de todo mal. Entretanto a julgar pelos trotes protagonizados por estudantes de medicina, ou comemorações abusivas nas formaturas, havendo inclusive um caso onde os formandos saíram gritando, soltando foguetes (literalmente) dentro de um hospital onde haviam muitos doentes, só posso deduzir que alguma coisa anda muito errada na formação dos futuros médicos. Não seria esses os mesmos que no futuro, esquecem-se do juramento hipocrático, e cometem erros, negligências e outros casos que ouvimos diariamente na televisão?

Respostas:

Não sei a resposta dessas perguntas, mas com certeza uma é o corporativismo existente entre a classe, como há em outras. As investigações feitas pelos CRM’s (Conselho Regional de Medicina) para erros médicos, são extremamente sigilosos e só dão punição se o erro ou negligência é muito flagrante. Da mesma forma essa cadeia de proteção interna ocorre em outras paragens. No judiciário, dificilmente juízes ou agentes judiciários são punidos, na polícia da mesma forma, OAB também. Só são punidos aqueles em que o erro é tão flagrante que não há possibilidade de achar brechas para colocar panos quentes no caso. Essa é uma verdadeira rede de proteção, que infelizmente o povo simples e comum, não tem a sua disposição, nem para defendê-lo e nem para enfrentar de igual para igual quem dispõe dessas redes de proteção.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Simplismos

Simplismos

“Políticos são todos ladrões”
“Ninguém pode candidatar-se se estiver respondendo processo”
São coisas que ouvimos no dia a dia em relação aos políticos.
Vamos inverter agora e fazer o papel de advogado do Diabo.
“O eleitor vende seu voto por qualquer cesta básica”
“Cabo eleitoral é aquele que receberá um emprego após as eleições”
“O povo não sabe votar”, “ Vou votar no político que me ajudar num assunto particular”, e por aí vai.
Tanto num como no outro caso, está claro que as generalizações são falhas. Mas ouvimos afirmações dessas diariamente com uma convicção férrea. Esse tipo de afirmação geralmente vêm de pessoas simples, que tiram conclusões completas e as tomam como verdade em cima de indícios ou diz-que-disses parciais. É uma posição confortável essa, pois ao afirmar isso, não precisa provar nada, e nem corre o risco de ser processado.
Segundo a atual legislação, o voto de qualquer um é igual, e todos somos obrigados a votar. Se a legislação é assim, nos cabe cumpri-la enquanto estiver vigente, mas não significa que não podemos discordar ou discuti-la.
Voto aos 16 anos.
Está aí uma lei polêmica. De minha parte sigo o seguinte raciocínio. Pensem comigo: Se um jovem de 16 anos está apto a votar, isso significa na prática que ele diretamente pode interferir na minha, na sua vida particular através do voto, por ter ajudado a eleger alguém que amanhã ou depois poderá diminuir minha aposentadoria, promulgue uma lei que possa afetar algum interesse meu ou seu etc...
Entretanto esse mesmo jovem que pode interferir no meu, ou no seu dia-a-dia, não pode tomar decisões próprias que são previstas somente a maiores. Ora isso é um contrassenso. Fulano de 16 anos pode interferir no meu destino através do voto, mas não pode tomar decisões pessoais que interfiram na sua própria vida?. Se perante a lei ele é incapaz de gerir seus próprios destinos, que diacho de lei é essa que o permite de interferir nos meus?
Agora isso que eu disse acima não significa que eu não concorde com a lei do voto aos 16 anos. Concordo e acho que o jovem deve votar mesmo, apesar de com isso trazer um potencial vício ao sistema eleitoral, que é a facilidade de professores “populares” cooptarem esses jovens a votarem neles, como vemos há anos na nossa própria cidade. Isso se deve simplesmente pela facilidade de acesso à essa massa estudantil. É difícil um professor “pop” não se eleger, da mesma forma que é difícil um candidato que não seja professor acessar esse contingente eleitoral.
Mas voltando à carga dos votantes aos 16 anos, já disse que concordo com o voto deles, apesar do contrassenso apontado. Para solucionar isso só vejo uma solução que reside no fato de emancipação automática para o menor acima de 16 anos que fizer o título de eleitor. Se ele é capaz de votar, certamente é capaz de responder por seus atos, e isso inclui responsabilidade penal, civil etc...
ECA
Mas na contramão disso existe o Estatuto da Criança e Adolescente, que concebido para proteger crianças e adolescentes, têm aspectos que tratam os adolescentes como débeis-mentais, como se fossem incapazes e desprotegidos das “ameaças” da sociedade moderna. (Estou falando apenas dos maiores de 16). Conheço pessoas com 20 30 40 50 anos, com uma visão tão distorcida da realidade, que deveria haver nesse caso, já que o estado quer cada vez mais imiscuir-se em nossas vidas privadas, um EADR - Estatuto do Adulto Desconectado da Realidade, para me proteger das asneiras que fazem ao votarem. Então a questão é, aceito e incentivo o voto do maior de 16 anos, para sua inclusão na sociedade e exercício da cidadania, desde que ao fazer o título eleitoral, seja automaticamente emancipado. Claro que tudo isso facultativamente e com anuência dos responsáveis. Seria o lógico, o correto, o certo, não vejo como desvincular eticamente, moralmente o direito ao voto dos maiores de 16 anos com sua emancipação automática, pelas razões expostas.

Adultos votantes
Também no caso dos adultos, advogo a tese de que o voto também seja facultativo. No primeiro momento, a sociedade esclarecida poderia levar uma certa desvantagem ao ver grupos políticos militantes organizados, cooptarem pessoas menos esclarecidas para votarem nos seus candidatos através de favores etc... Mas já existe uma lei eleitoral que coíbe essas práticas e tem funcionado a contento. Isso obrigaria a sociedade esclarecida a organizar-se e exercer seu direito de voto, sob pena de ser governado e vítima do simplismo.
Processos
Outro simplismo que está em voga, é o projeto de impedir quem responda processo por crimes candidatar-se. Ora, processo qualquer um pode fazer ou ter, cidadão comum ou político. Basta uma acusação baseada em uma suspeita muitas vezes feita de má fé, ou até uma denúncia anônima para se instaurar um processo, para inviabilizar alguma candidatura. Isso certamente será feito pelos adversários políticos a cântaros. Até casos de denúncias anônimas para inviabilizar (provavelmente para perpetuar quem já estava dentro) a candidatura de uma pessoa para um Conselho Municipal aqui da cidade foram feitos no passado, e provado que eram falsas, após intensas investigações. Quanto de energia e esforço foram gastos pelo estado para chegar a conclusão que a denúncia era falsa? Se num simples Conselho de uma cidade de interior ocorrem essas tentativas de inviabilização de candidatos, imagina, quando o negócio é na esfera estadual ou federal?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Twitter

Para quem quiser acompanhar as novas postagens no Twitter o endereço é: http://twitter.com/pergaminhosbs

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Depois dos 40 anos.

Está na moda prever penas para preconceitos. Na legislação brasileira já estão previstas penas contra preconceito racial, religioso, gênero sexual (não pode haver restrição de empregos masculinos e femininos) e contra a homofobia.
A próxima onda de ataque com criação de legislação específica será contra o preconceito de idade. Existe já, no Congresso Nacional projeto de lei do deputado Wladimir Costa (PMDB-PA), que tipifica o preconceito de idade como crime, a ser punido da mesma forma que a discriminação de raça, cor, etnia e religião.
Alega ele “ser cada vez mais comum a demissão de pessoas com a capacidade produtiva ainda bastante elevada, apenas em razão da idade.”, acrescenta:, “"Muitas vezes, a pessoa apenas já não é mais jovem, sem contudo ser idosa, e não consegue colocação no mercado de trabalho; outras vezes, por puro preconceito, comete-se qualquer outro ato contra pessoas mais velhas".
Escolhi esse tema hoje, em função de ter lido no domingo coluna de articulista do jornal A Notícia de Joinville, apresentando projeções sobre a composição etária prevista para o povo brasileiro dentro de 30 a 50 anos. Com dados do IBGE, é previsto que no ano 2050 mais de 50% da população será composta de pessoas com mais de 50 anos de idade.
Sou nascido em 1964, e lembro que com meus tenros 10 anos de idade, já observava algumas coisas sobre costumes. Homens com 40 anos na época, eram considerados velhos, não somente para mim com apenas 10 anos, mas pela sociedade. Pois vestiam-se como tal (chapéus, calças de tergal feitas em alfaiate, etc...) em nada diferenciavam-se dos que já naquela época alcançavam os seus 70 80 anos. Acima de 40 era idoso e ponto. Mas ao mesmo tempo surgia uma geração que tinha então 20-30 anos que usava calça jeans, ouvia Beatles e Rolling Stones. Quando esses alcançaram seus 40 anos não usavam mais a indumentária “idosa”.
Com 44 anos de idade era possível aposentar-se há cerca 10 anos atrás, desde que tivesse iniciado o pagamento ao antigo INPS aos 14 anos.
Hoje, ano de 2010, estamos vivendo uma fase de transição para a nova realidade, onde a pirâmide etária deixará de ser uma pirâmide, e os jovens e crianças não serão mais a maioria.
Ora, isso mudará tudo no modo como serão as relações sociais e econômicas na sociedade do futuro.
Muitos padrões que vivemos hoje serão totalmente ultrapassados e obsoletos. Falo de tudo: questões morais, éticas, até o modo como é feita a televisão, música e propagandas.
Há menos de 20 anos atrás era uma atração curiosa e gerava muitos comentários um senhor de 60 anos montado numa Harley Davison 1000 cilindradas e na garupa uma jovem e estonteante loira. Hoje a cena é tão comum e banal que ninguém mais dá bola, pelo menos nas cidades acima de 150 mil habitantes. Em cidades menores como a nossa, essas coisas ainda causam muito burburinho e protestos dos mais conservadores.
Via de regra sou totalmente contra qualquer interferência do estado na vida particular das pessoas. Mas isso está virando moda. O estado através de leis formuladas e inventadas por Deputados que afinal precisam fazer alguma coisa, para justificar os seus salários, desandam a apresentar leis e mais leis. Agora mesmo ouvi uma outra proposta que condena o amante a pagar indenização para o corno(a). Isso tudo acontece lá em Brasília.
Voltando à lei da proibição de discriminação por idade, acho inócua uma lei de tal teor, pois em menos de 20 anos ou se dá emprego para o pessoal acima de 40 anos, ou não se acharão jovens suficientes para atender a demanda.
Seremos um país muito parecido com a Europa, onde na rua, de cada 10 pessoas que você vê, 5 têm mais de 50 anos, 3 entre 20 e 50 e somente 2 crianças ou jovens até 20.
As conseqüências disso no Brasil serão as mesmas que já vemos na Europa, por exemplo: Esqueça contratar uma empregada doméstica, no máximo conseguirá uma diarista que cobrará em valores de hoje cerca de R$ 100,00 a diária. O turismo crescerá vertiginosamente em todos os lugares. Passear será o grande Hobby de todos. A indústria da alimentação mudará, em nome da vida saudável. Complementos alimentares balanceados, estarão entre as vedetes de vendas. A indústria do lazer e cultural experimentará números chineses de crescimento. Bens de consumo voltados ao conforto venderão muito.
De qualquer forma, tudo isso é legal, interessante, mas não se iludam, ainda haverá o sub-mundo. Periferias com violência e muita droga. Provavelmente integrada então por imigrantes bolivianos, paraguaios, peruanos, que verão no Brasil o que até hoje nós víamos nos EUA.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Terremoto no Haiti é tragédia divina

Terremoto é Tragédia Divina...

Isso segundo Arnaldo Jabor em seu comentário no Jornal da Globo desta madrugada. Argumentava ele que o Haiti em sua história é marcada por tragédias: A humana (provocada pelo homem) com as idas e vindas de tiranetes que exploram, matam e corrompem o país, deixando o seu povo em situação de miséria etc..... e as Divinas provocadas por Deus, como o Furacão em 2008 e agora o terremoto...


Ora se o Arnaldo estiver certo, e o terremoto foi uma tragédia provocada por Deus, me pergunto cá com meus botões, qual seria a intenção de Deus em provocar tal tragédia?

Punir com sua mão divina um país onde há cultos satânicos, de Vodu, macumba e outras que tem origem na tradição cultural e religiosa das tribos africanas, que é a origem de 99% da população haitiana?

Bem se for esse o caso, muito estranho e uma ironia do destino um prédio de uma igreja católica desmoronar na cabeça da Zilda Arns enquanto fazia uma palestra tentando promover o bem estar daquela população. Será que foi um deslize de Deus, ou também há os que vejam nisso uma mãozinha de Deus querendo passar uma mensagem edificante, tipo: "Vou deixar a igreja soterrar a Zilda Arns para que ela seja mais uma mártir da Igreja católica e um dia seja canonizada como santa?" Já que os homens não deram o Nobel da Paz pra ela?

(Bem entendido que acho que ela mereceria o Nobel da Paz muito mais que o Obama)

Bem, nesse campo todas as hipóteses fazem sentido, pois sempre há um sentido secreto e divino para os crédulos, por mais absurdo que possa parecer.

Estranho é ver as pessoas que escaparam da morte dizerem "Graças a Deus eu escapei por um triz". Quem afirma isso está ao mesmo tempo dizendo: "Graças a Deus que outros morreram, pois Deus provavelmente quis que eles morressem, e eu escapei".

Como o Jabor, você também consegue enxergar uma mão divina no terremoto do Haiti?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Série Postais 9 - R. Conselheiro Nebias São Paulo



Esse Postal de 1913, ainda colorido artificialmente, mostra o casario da época,
Se vc olhar hoje essa rua o que mais verá será postes e fios da rede elétrica.

Série Postais 8 - São Vicente 1910



Esse Postal é da cidade paulista de São Vicente em 1910. O que chama a atenção são os tapiches todos de madeira.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Serie Postais 7 - Blumenau



Esse postal enviado em 1914 mostra a ponte do Salto em Blumenau naquela época.
Segundo meu amigo Niels Deeke com suas palavras:
"O projeto é de autoria do engenheiro chefe  Heinrich Krohberger, irmão de minha bisavó -Christiana Johanna Krohberger Deeke,  e na casa de quem foi  criado o meu avô José Deeke. Heinrich Krohberger exerceu, por alguns anos, a função de chefia técnica ( Diretor) da  Diretoria de Terras e Colonização em Florianópolis.
A Ponte do Salto leva o nome de Lauro Müller - Ponte Lauro Müller, personagem que, também,  faz parte de minha genealogia.
Até hoje, seus portentosos pilares, resistem bravamente as inclementes torrentes do rio Itajaí Açu, mormente naquele sítio onde a velocidade, o volume e pressão das águas, estreitadas pelos contrafortes das margens é, sempre, elevado.
Os pilares, em granito lavrado, lá estão soberbos como testemunho à eficiência e durabilidade dos serviços dos profissionais de outrora, aliás  como lição  aos engenheiros- meninos egressos das atuais faculdades facilitárias." 16.12.2008

Série Postais 6 - Ponta Grossa






Esse postal é datado de 1901 e foi enviado por Paula Lange, e mostra a cidade de Ponta Grossa naquela época.


domingo, 14 de dezembro de 2008

Série Postais 5 - Ilha das Palmas - Santos


Esse postal ainda colorido artificialmente mostra a ilha das Palmas em Santos-SP.
Essa ilha era no século 19 um refúgio das tripulações dos navios estrangeiros, que evitavam descer na cidade de Santos e na área portuária, face ao grande risco de contrair doenças tropicais.
O postoal doi editado por J.H.Koch de Hamburgo.


sábado, 13 de dezembro de 2008

Série Postais 4 - Rio Grande - RS



Nesse postal datado de 27.08.1924, vemos a Praça Tamandaré na cidade de Rio Grande RS.
Interessante o Bonde puxado a cavalos ainda. Muito interessante também é a fachada do quarto prédio da rua que parece ser uma fachada de cenário (enfeite), pois é mais alta que o telhado da construção.

Outro destaque são os produtos anunciados na placa do comércio, entre os quais "Rolão", que não sei o que significa. Alguém se habilita a dizer o que seria esse tal de Rolão?

Série Postais 3 - Tiradentes RJ



Vou publicando aos poucos uma coleção de Cartões Postais que pertenceram a família de João Paulo Schmalz, que foi superintendente municipal de Joinville, cargo atualmente correspondente a prefeito municipal, entre 23 de abril de 1894 e 16 de abril de 1895.

Esse postal foi postado no ano de 1906 com destino a Joinville e mostra a Praça Tiradentes no Rio de Janeiro naquele ano..


Pé de Boi


Para quem nunca viu esse fusca que vc vê atrás da foto é o famoso "Pé de Boi".
Ele foi lançado ali pelos anos 1968 e era o mais barato do mercado. Não tinha praticamente nenhum acessório. Era pelado de tudo. Até o para-choque como podem ver era só uma barra de ferro.

O piá maior sou eu com meu irmãos menores, a foto foi tirada na Rua Ambrosius Pfeiffer onde eu morava, e aos fundos dá pra ver o morro do Larsen. Para quem não sabe a Ambrosius Pfeiffer é a rua que desce ao lado do HSBC hoje.

Bandeirantes Futebol Clube


Segundo entendidos esse foi o melhor time de futebol que São Bento do Sul já teve.
Não sei identificar todos, peço a ajuda para identificar os que não consigo. Essa foto deve ser mais ou menos do ano 1971 a 1973.
Em pé da esquerda para a direita.
1- Anísio Hrushcka
2- Alinor Franz (Giki) Goleiro (já falecido)
3- ?
4- ?
5- ?
6- Zica
7- ?
8- Horst Maul

Sentados:
1- Beckinha
2-
3- Laurindo Rank
4-
5-
Mascote- ?